segunda-feira, 15 de março de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

II Ciclo de Conversas




Mais uma vez fomos falar de T21 a uma escola. Desta vez estivemos em Castanheira do Ribatejo, a pedido da Maria João, mãe do Bruno.
A sala estava cheia e parece que mais uma vez conseguimos fazer as pessoas acreditar que as pessoas com T21 são capazes de muita coisa, quando devidamente estimuladas.
Abraço,

Marcelina Souschek

Deixo-vos o comentário do Bruno:
Olá Malta,
eu sempre soube que a minha mãe é muito teimosa e que quando mete uma coisa na cabeça, não há quem a demova.

E então se acha que alguma coisa pode ser boa para as pessoas que lidam comigo e com a minha diferença (Trissomia 21) ela não para. eu até acho que ela é capaz de mover montanhas só para ter a certeza que eu estou bem e para ter a certeza que os outros entendam que "Eu sou capaz".

Esta minha introdução é porque desde o ano passado que a minha mãe anda a "chatear" a minha Gina para ver se conseguem maneira para haver uma apresentação sobre T21 (ou Síndrome Down) à comunidade educativa da zona onde frequento a escola.

A minha mãe conseguiu convencer toda a gente e finalmente, se realizou o II Ciclo de Conversas, subordinado ao tema "Trissomia 21" .

A Marcelina Souschek, mãe da Vera de 7 anos, com trissomia 21 (como eu), fez as honras da casa e fez uma apresentação espectacular sobre o tema. Gostei muito do que ouvi e até ouve uma piada que só eu entendi. Fui o único que ri, quando a Marcelina fez uma piada se eu e a Vera não sermos primos!

Obrigado Marcelina, por teres vindo à minha escola mostrar a toda a gente que a trissomia 21 não é o fim do mundo, é apenas o começo de mais uma vida. E eu gosto da minha vida...

Ahh, quase me esquecia, a Marcelina lembrou os senhores professores que os meninos com trissomia trabalham muito. Começamos a trabalhar quase logo que nascemos, mas vale a pena.

Um beijinho a todos,
Bruno Pereira

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Deficiências de Mário Quintana

DEFICIÊNCIAS, Mario Quintana (escritor gaúcho 1906-1994) .

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda."Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Diabético" é quem não sabe ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
A amizade é um amor que nunca morre.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Reedição dos Livros: "Tenho um irmão diferente" e "Crescer com um irmão diferente"

As autoras dos livros estarão na próxima 5ª feira, dia 3 de Dezembro, pelas 18.15h, na Fnac do Colombo para apresentarem a nova edição dos dois livros.

Os livros " Tenho um Irmão Diferente" e Crescer com um Irmão Diferente" podem ser adquiridos no Centro de Desenvolvimento Infantil - Diferenças, na Fnac, na Bertrand e no CAdin.

O dinheiro da venda dos livros pelo Pais21 reverte a 100% para o grupo de Pais.
Para quem não mora em Lisboa pode encomendar através do nosso mail. Ao custo do livro serão adicionados os portes de envio. Os livros só serão enviados após comprovativo de pagamento.


Preço dos livros comprados no Diferenças/Pais21:

5 € - TENHO UM IRMÃO DIRERENTE
(pequeno livro sobre a Trissomia 21 para uso escolas e para os mais pequenos) -

6 € - CRESCER COM UM IRMÃO DIFERENTE
(perspectiva de irmãos adolescentes sobre vivência com irmão especial)




















quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Entrevista de Henri Turquin (T21) na RTP1

"Ter um filho com T21 não é o fim do mundo, antes pelo contrário, não o trocaria por mais nenhum"
Carmo Teixeira, mãe do Henri

Não percam:
http://videos.sapo.pt/prog_salvador
clicar no programa 7

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

sábado, 17 de outubro de 2009

Juntos Fazemos a Diferença: SOMOS CAPAZES!

Andamos há que tempos a dizer que somos capazes (e somos). Agora chegou a hora de mostrar que somos mesmo capazes.

A Academia Siemens vai adoptar um hectar no Parque Florestal Sintra-Cascais e convidou-nos para, juntamente com os seus colaboradores, irmos plantar árvores na manhã de sábado, dia 24 de Outubro.

O projecto chama-se JUNTOS FAZEMOS A DIFERENÇA e nós gostámos da ideia porque, pela primeira vez, em vez de sermos nós a pedir ajuda, são outros que nos pedem ajuda a nós. Para uma coisa que podemos e saberemos certamente fazer.

Seria muito importante termos muitas famílias do Pais 21 e do DIFERENÇAS a participar nesta iniciativa para que possa ter interesse mediático. Para que se possa ver em campo do que as nossas crianças são capazes.

Pedimos, por isso, a todas as famílias que se inscrevam e que tragam primos, irmãos, sobrinhos e amigos. Porque todos juntos podemos realmente fazer a diferença.

Enviem, por favor, um e.mail para souschek@clix.pt a confirmar a vossa presença e a dizer quantas pessoas levam.

Em anexo, agenda e indicações para chegar ao local no dia 24.

Vamos lá arregaçar as mangas, mesmo que seja a um sábado.

Abraço,
Marcelina Souschek

Seu filho tem Síndrome de Down? Arregace as mangas. Vá à luta!

Ontem foi outra vez um daqueles dias, encontrei-me com uma mãe e um pai desfeitos, porque a filha tinha nascido com T21.
Lá estava ele outra vez, aquele buraco em que praticamente todos caímos ao sabermos do diagnóstico dos nossos filhos. Mais uma vez tentei explicar aqueles pais que aquela dor é um sentimento normal e compreensível e que, embora eles não acreditem ainda, um dia vai desaparecer...

Os nossos filhos com T21fazem-nos descobrir coisas novas, diferentes, mas de forma alguma piores. Digo isto, como mãe de uma menina com T21 que já tem 7 anos e que, a cada dia que passa, continua a nos surpreender.

Caros pais da Ana, deixo-vos esta entrevista que acabei de encontrar, cujo título diz aquilo que vos tentei transmitir.

Abraço,
Marcelina Souschek

Seu filho tem síndrome de Down? Arregace as mangas. Vá à luta!

Como Joana Mocarzel, a Clara de Páginas da Vida, nascem por ano no Brasil 10 mil bebês com esse acidente genético. A forma como a notícia é dada à família pode determinar o seu desenvolvimento. Quanto mais você fizer hoje, melhor será a qualidade de vida dele no futuro. Estimule-o. Pratique inclusão social, tolerância e solidariedade. Todos nós sairemos ganhando.
Patrícia Tempski Fiedler

Com base no acompanhamento de 1 800 pacientes de zero a 67 anos no Ambulatório de Atendimento à Pessoa com Síndrome de Down do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, garanto: a forma como o médico revela o diagnóstico faz tremenda diferença.

Impossível? Não. Tem profissional que ainda hoje chega e diz: "Mãe, teu filho tem Down, não vai andar, não vai se vestir sozinho, não vai". Além de desrespeitosa, a postura é equivocada. Ninguém tem condições de afirmar até que ponto progredirá essa criança. Além disso, tira a esperança da família, desencorajando-a a buscar tratamento adequado.

Resultado: rouba desse filho o direito de desenvolver toda a sua potencialidade. Um crime.Receber a notícia de que o bebê tem deficiência é duro, sim. É algo que não se espera. Mas o médico pode ajudar a família a dar um novo significado à vinda desse filho e a ir à luta. O diagnóstico nunca deve ser transmitido à mãe na sala de parto, mas sempre em ambiente tranqüilo, idealmente apenas com o pai ou outro parente junto. É preciso deixá-la extravasar o sofrimento. Não há script, mas, com jeito e carinho, é vital abordar os seguintes pontos na primeira conversa:" Mãe, examinamos seu bebê e ele tem características especiais. Já percebeu que o narizinho é chato, as orelhas pequenas, o pescoço gordinho atrás, as sobrancelhas juntinhas, o corpo mais mole e os olhinhos puxados? O nome disso é síndrome de Down. Síndrome é conjunto de sintomas. E Down, o nome do médico que descreveu a síndrome.

" Down não é doença, mas um acidente genético que ocorre sobretudo na fecundação. Ninguém tem culpa. Em vez de 46 cromossomos em cada célula (23 do pai e 23 da mãe), a criança com Down possui 47; há um cromossomo 21 a mais, e isso a distingue das demais. Cromossomo é a unidade que contém nossas informações genéticas. Síndrome de Down não é algo que se carrega nas costas como mochila. Portanto, ela não é portadora mas uma pessoa com Down.

" É a principal causa de déficit mental. Em cada 700 nascimentos ocorre um caso. Por ano, são 10 mil no Brasil. Não há preferência por sexo, raça, classe social ou região. Muitas pessoas com Down estudam, namoram, trabalham. Outras têm mais dificuldades, logo menos autonomia. Essa desigualdade de desenvolvimento depende de problemas associados e do nível de estimulação, educação e manutenção da saúde da criança. Portanto, desde já, precisamos trabalhar juntas: quanto mais investirmos hoje em seu filho, mais qualidade de vida ele terá no futuro.
" Para isso, é muito importante atendimento multiprofissional. Afinal, ele precisa de fisioterapia e estimulação precoces, nutrição adequada, apoios fonoaudiológico, psicológico e pedagógico, além de acompanhamento médico e odontológico.
" Toda criança com Down apresenta algum dano no cérebro. Como não se pode medir a sua extensão, é fundamental aproveitar cada momento do dia para ensinar e ela aprender. A boa mãe e o bom pai, além de não se envergonharem de mostrar o filho ao mundo, mostram o mundo ao filho." Na área da afetividade, as crianças com Down são superiores a nós. Ensinam-nos a ser mais carinhosos, perseverantes e tolerantes. Respeitando a deficiência do outro, aceitamos mais as nossas próprias. Por tudo isso, profissionais de saúde, atenção! Podemos fazer a diferença, desmitificando idéias erradas e estimulando a inclusão. Já às escolas regulares que aceitam crianças com Down meus aplausos. Também as crianças ditas normais se beneficiam: aprendem cedo a aceitar e respeitar o diferente. Pratique inclusão social, cidadania, tolerância e solidariedade. Quanto a vocês, pai e mãe, não é porque seu filho é diferente e tem dificuldades que não será querido e feliz. Arregacem as mangas.
Lutem pelos direitos dele.
Vale a pena!

Patrícia Tempski Fiedler (36), pediatra, é médica do Ambulatório de Atendimento da Pessoa com Síndrome de Down do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), professora de Embriologia e coordenadora-adjunta do curso de Medicina da Faculdade Evangélica do Paraná.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Catálogo dos Cartões de Natal Diferenças 2009

Pais e amigos,

É a rebentar de orgulho que vos damos uma amostra dos Cartões de Natal DIFERENÇAS 2009.
No ano passado o projecto correu bastante bem graças à ajuda de todos. Cerca de 55 empresas (algumas bem grandes) enviaram cartões nossos, o que, para além de nos ter dado uma ajuda essencial, nos deu um enorme prazer.

Este ano precisamos de repetir o êxito.
As criançada esmerou-se a sério e as ilustrações estão verdadeiramente espectaculares.
Para mais informações ou pedido de catálogo, favor contactar franciscaprieto1@gmail.com






P:S:Para quem quiser saber mais sobre esta nossa iniciativa, fica aqui a história do nascimento dos nossos cartões:

Grupo Dançando com a Diferença - Espectáculos a não perder!



Informações adicionais sobre os espectáculos:
Teatro Camões (6 e 7 de Novembro de 2009)
http://www.cnb.pt/gca/?id=428

Teatro Viriato (8 de Novembro de 2009)
http://www.teatroviriato.com/

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Encontro no Parque da Paz ( Almada)

Realiza-se no próximo dia 23 de Agosto, pelas 11 horas, um piquenique de familias e amigos de crianças e jovens com T21.
Vamos passar um dia bem disposto, conhecer-nos melhor e trocar algumas experiências.
Apareça!

Tânia Dias
966430630

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

1º Torneio de Rugby de Praia

Realizou-se no fim-de-semana de 15 e 16 de Agosto, o 1º Torneio de Rugby de Praia, na Ericeira.
Este torneio teve uma componente social importante: o apoio à APPT21.
As crianças que se estão a iniciar no Rugby fizeram um peditório na Vila da Ericeira e o produto desse peditório reverteu para a APPT21.
Chegámos à Praia dos Pescadores quase à 17 horas. O Tesourinho fartou-se de brincar com os jogadores do "Clube Rugby Técnico" (que foram os vencedores do Torneio). E até tirou uma foto com eles.




O Bruno, em representação da APPT21 distribuiu os prémios pelos vencedores. Ele sentiu-se muito importante. Ainda por cima, quem venceu o torneio foram os amigos....
Depois o Tesourinho foi com os jogadores brincar à beira mar.


Quando chegaram as figuras públicas que iriam dar alguma visibilidade mediática ao evento, iniciou-se um jogo em que o Bruninho participou. Ao início ele não estava a perceber nada daquilo, mas no final ainda marcou um ensaio... Era vê-lo a correr e meninos e adultos a cair atrás dele (obrigado a todos por terem "ajudado" o Bruno a marcar um ensaio).






O Tesourinho estava muito feliz. No final recebeu alguns mealheiros para entregar na APPT21.
Que aventura!
Foi muito divertido.
Só foi pena o Bruno ser o único menino com trissomia 21 presente no evento…

P.S.: Todo o evento foi filmado e, logo que tenha o filme, ficará disponível no blog do Tesourinho.

Maria João Pereira
Mãe do Bruno (5 anos)