quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Solidão não rima com inclusão...

Texto de José Pacheco,
Mestre em Ciências da Educação pela Universidade do Porto, foi professor da Escola da Ponte. Foi também docente na Escola Superior de Educação do IPP e membro do Conselho Nacional de Educação.

Aos cínicos (que ainda encontro por aí...) direi que, onde houver turmas de alunos enfileirados em salas-celas, não haverá inclusão. Onde houver séries de aulas assentes na crença de ser possível ensinar a todos como se de um só se tratasse, não haverá inclusão.

Nunca será de mais voltar ao assunto, para lembrar que, apesar da teoria e contra ela, a realidade diz- nos que, desde há séculos, tudo está escrito e tudo continua por concretizar. Nunca será de mais falar de inclusão. Nunca será de mais lembrar que os projectos humanos carecem de um novo sistema ético e de uma matriz axiológica clara, baseada no saber cuidar, conviver
com a diversidade.

A chamada educação inclusiva não surgiu por acaso, nem é missão exclusiva da escola. É um produto histórico de uma época e de realidades educacionais contemporâneas, uma época que requer que abandonemos muitos dos nossos estereótipos e preconceitos, que exige que se transforme a "escola estatal" em escola pública - uma escola que a todos acolha e a cada qual dê
oportunidades de ser e de aprender.

Os obstáculos que uma escola encontra, quando aspira a práticas de inclusão, são problemas de relação. As escolas carecem de espaços de convivencialidade reflexiva, de procurar compreender que pessoas são aquelas com quem partilhamos os dias, quais são as suas necessidades (educativas e outras), cuidar da pessoa do professor, para que se veja na dignidade de pessoa
humana e veja outros educadores como pessoas. Sempre que um professor se assume individualmente responsável pelos actos do seu colectivo, reelabora a sua cultura pessoal e profissional... "inclui-se". Como não se transmite aquilo que se diz, mas aquilo que se é, os professores inclusos numa equipa com projecto promovem a inclusão.

Aos adeptos do pensamento único (que ainda encontro por aí...) direi ser preciso saber fazer silêncio "escutatório", fundamento do reconhecimento do outro. Que precisamos de rever a nossa necessidade de desejar o outro conforme nossa a imagem, mas respeitá-lo numa perspectiva não narcísica, ou seja, aquela que respeita o outro, o não-eu, o diferente de mim, aquela que
não quer catequizar ninguém, que defende a liberdade de ideias e crenças, como nos avisaria Freud. Isso também é caminho para a inclusão.

Aos cínicos (que ainda encontro por aí...) direi que, onde houver turmas de alunos enfileirados em salas-celas, não haverá inclusão. Onde houver séries de aulas assentes na crença de ser possível ensinar a todos como se de um só se tratasse, não haverá inclusão. Direi que, enquanto o professor estiver sozinho, não haverá inclusão. Insisto na necessidade da metamorfose do
professor, que deve sair de si (necessidade de se conhecer); sair da sala de aula (necessidade de reconhecer o outro); sair da escola (necessidade de compreender o mundo). O ethos organizacional de uma escola depende da sua inserção social, de relações de proximidade com outros actores sociais.

Também é requisito de inclusão o reconhecimento da imprevisibilidade de que se reveste todo o acto educativo. Enquanto acto de relação, ele é único, irrepetível, impossível de prever (de planear) e de um para um (questionando abstracções como "turma" ou "grupo homogéneo"), nas dimensões cognitiva, afectiva, emocional, física, moral... As escolas que reconhecem tais
requisitos estarão a caminho da inclusão.

Na solidão do professor em sala de aula não há inclusão. Nem do aluno, metade do dia enfileirado, vigiado, impedido de dialogar com o colega do lado, e a outra metade, frente a um televisor, a uma tela de computador ou de telemóvel... sozinho. A inclusão depende da solidariedade exercida em equipas educativas. Um projecto de inclusão é um acto colectivo e só tem sentido no quadro de um projecto local de desenvolvimento consubstanciado numa lógica comunitária, algo que pressupõe uma profunda transformação cultural.

in educare.pt


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Toca a fotografar o Natal

Olá Pais

Este ano, por motivos diversos, não iremos montar a operação de cartões de Natal para empresas.

É uma pena porque esta é uma das grandes fontes de angariação de recursos e de divulgação do Centro Diferenças, mas não nos foi possível assegurar a logística necessária para uma operação desta envergadura.

Esperamos, no ano que vem, conseguir retomar as rédeas do projecto e estamos já a pensar numa forma de reaparecer de maneira diferente. Mas, para isso, precisamos da ajuda de todas as famílias.

Nos últimos três anos temos feito cartões com base em desenhos dos nossos meninos. Têm funcionado bem mas começam a “cansar”.

Lembrámo-nos de que seria inovador, na próxima edição, termos fotografias de motivos natalícios tiradas pela nossa criançada.

Podem ser pequenos pormenores da árvore de Natal, fotos tiradas a iluminações de rua, presépios, etc.

As imagens serão depois trabalhadas graficamente pelo que não tem qualquer importância (e se calhar até lhes dá graça) virem tortas ou desfocadas. Nós depois tratamos de lhes dar um enquadramento de prestígio.

De maneira que, o que venho pedir, é que durante esta quadra que se avizinha, aproveitem para pôr a criançada a fotografar.

Depois é só mandarem os resultados para franciscaprieto1@gmail.com ou, caso sejam muitas fotos, gravar num CD e mandar para:

Rua José Florindo de Oliveira, nº 20 – 2750-001 CASCAIS.

Contamos com a vossa ajuda para voltar a pôr este projecto de pé.

Um abraço,

Francisca Prieto

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O DISCRETO BATER ASAS DE ANJOS...

Recebemos este texto por email que partilhamos aqui. Mesmo discordando de algumas afirmações, permite-nos reflectir um pouco.


Texto de Rubem Alves

O Victor é um adolescente. Arranjou um emprego no MacDonald's. No MacDonald's trabalham adolescentes. Antes de iniciar o seu trabalho eles são treinados. São treinados, primeiro, a cuidar do espaço em que trabalham: a ordem, a limpeza, os materiais - guardanapos, canudinhos, temperos, bandejas. É preciso não desperdiçar. Depois, são treinados a lidar com os clientes. Delicadeza. Atenção. Simpatia. Sorrisos. Boa vontade. Clientes não devem ser contrariados. Têm de se sentir em casa. Têm de sair satisfeitos. Se saírem contrariados, não voltarão. O Victor aprendeu bem as lições: começou o seu trabalho. Mas logo ele descobriu uma coisa que não estava de acordo com o aprendido: os adolescentes, fregueses, não cuidavam das coisas como eles, empregados, cuidavam. Tiravam punhados de canudinhos, além do necessário, para brincar. Usavam mais guardanapos do que o necessário. Punham as bandejas dentro do lixo. Aí o Victor não conseguiu se comportar de acordo com as regras. Se ele e os seus colegas de trabalho obedeciam as regras era necessário que os clientes obedecessem as mesmas regras. Isso vale não só para o MacDonald's como também para toda a vida social. Por que sorrir e ser delicado com fregueses que não respeitavam as regras de educação e civilidade? E ficou claro para todo mundo, colegas e clientes, que o Victor não estava seguindo as lições... O chefe chamou o Victor.
Lembrou-lhe o que lhe havia sido ensinado. O Victor não se convenceu. Não cedeu. Disse de forma clara o que estava sentindo. O que ele desejava era coerência. Aquela condescendência sorridente era uma má política educativa. Era injustiça.
Os seus colegas de trabalho sentiam e pensavam o mesmo que ele. Mas eram mais flexíveis... Não reclamavam. Engoliam o comportamento não educado dos clientes-adolescentes com o sorriso prescrito. E o chefe, sorrindo, acabou por dar razão ao Victor. Qual a diferença que havia entre o Victor e os seus colegas?
O Victor tem síndrome de Down.

O Edmar é um adolescente. Calado. Quase não fala. Arranjou um emprego como lavador de automóveis num posto. Emprego bom para ele porque não é necessário falar enquanto se leva um carro. Mas de repente, sem nenhuma explicação, o Edmar passou a se recusar a trabalhar. Ficava quieto num canto sem dar explicações. O Edmar, como o Victor, tem síndrome de Down. A "Fundação Síndrome de Down", que havia arranjado o emprego para o Edmar, foi informada do que estava acontecendo.
Que tristeza! Um bom emprego - e parece que o Edmar ia jogar tudo fora. O caminho mais fácil seria simplesmente dizer: "Pena. Fracassamos. Não deu certo. Pessoas com síndrome de Down são assim..." Mas a encarregada da inclusão não aceitou essa solução. Tinha de haver uma razão para o estranho comportamento do Edmar. E como ele é calado e não explica as razões do que faz, ela resolveu fazer uma coisa radical: empregou-se como lavadora de carros, no posto onde o
Edmar trabalhava. E foi lá, ao lado do Edmar, que ela descobriu o nó da questão:
o Edmar odiava o "pretinho" - aquele líquido que é usado nos pneus. Odiava porque o tal líquido grudava na mão, não havia jeito de lavar, e a mão ficava preta e feia. O Edmar não gostava que sua mão ficasse preta e feia. Todos os outros lavadores - sem síndrome de Down - sentiam o mesmo que o Edmar sentia, em relação ao "pretinho". Também eles não gostavam de ver suas mãos pretas e sujas. Não gostavam mas não reclamavam. A solução? Despedir o Edmar? De jeito nenhum! A "lavadora" pôs-se a campo, numa pesquisa: haverá um outro líquido que produza o
mesmo resultado nos pneus e que não seja preto? Descobriu. Havia. E assim o Edmar voltou a realizar alegremente o seu trabalho com as mãos brancas. E, graças a ele, e ao trabalho da "lavadora", todos os outros puderam ter mãos limpas ao fim do dia de trabalho.

Essa é uma surpreendente característica daqueles que têm síndrome de Down: não aceitam aquilo que contraria o seu desejo e suas convicções. O Victor desejava coerência. Não iria engolir o comportamento não civilizado de ninguém. O Edmar queria ter suas mãos limpas. Não iria fazer uma coisa que sujasse suas mãos.

Quem tem síndrome de Down não consegue ser desonesto. Não consegue mentir. E é por isso que os adultos se sentem embaraçados pelo seu comportamento. Porque os adultos sabem fazer o jogo da mentira e do fingimento. Um adulto recebe um presente de aniversário que julga feio. Aí, com o presente feio nas mãos, ele olha para o presenteador e diz sorridente: "Mas que lindo!" Um adolescente com síndrome de Down, numa situação assim, simplesmente tomaria o presente e diria, também com um sorriso, ao presenteador: "Vou dar o seu presente para o Fulano.
Ele vai gostar..."

As crianças normais, na escola, aprendem que elas tem de engolir jilós, mandioca crua e pedaços de nabo: coisas que não fazem sentido. Aprendem o que é "dígrafo", "próclise", "ênclise", "mesóclise", os "usos da partícula se" ... Você ainda se lembra? Esqueceu? Mas teve de estudar e responder certo na prova. Esqueceu, por que? Por que não fazia sentido.

Fazer sentido: o que é isso? É simples. O corpo - sábio - carrega duas caixas: a caixa de ferramentas e a caixa dos brinquedos. Na caixa de ferramentas estão todas as coisas que podem ser usadas. Não todas, evidentemente. Caso contrário a caixa teria o tamanho de um estádio de futebol. Seria pesada demais para ser carregada. Se vou cozinhar, na minha caixa de ferramentas deverão estar coisas necessárias para cozinhar. Mas não precisarei de machados e guindastes. A
memória só carrega as ferramentas que são necessárias para resolver os problemas da vida prática. Na outra caixa, de brinquedos, estão todas as coisas que dão prazer: pipas, flautas, estórias, piadas... Se a coisa ensinada nem é ferramenta e nem é brinquedo, o corpo diz que não serve para nada. As crianças "normais", havendo compreendido que os professores e diretores são mais fortes que elas - eles têm o poder de reprovar - submetem-se.

Fazem um esforço doloroso, comem os jilós, as mandiocas cruas e os pedaços de nabo, porque terão de devolvê-los nas provas. Mas logo se esquecem. O que é o nosso caso...
As crianças e adolescentes com síndrome de Down simplesmente se recusam. Elas só aprendem aquilo que é expressão do seu desejo. Entrei numa sala, na "Fundação Síndrome de Down". Todos estavam concentradíssimos equacionando os elementos necessários para a produção de um cachorro quente.
Certamente estavam planejando alguma festa... Numa folha estavam os elementos necessários: salsicha, pão, vinagrete, mostarda... Entrei no jogo. "Esse cachorro quente de vocês não é de nada. Está faltando a coisa mais importante!" Eles me olharam espantados. Teriam se esquecido de algo? Seu cachorro quente estaria incompleto? Respondi: "Falta a pimenta!" Eles se abriram então num sorriso triunfante e viraram a folha. Na segunda folha lá estava: "pimenta".

Aí, vocês adultos, vão dizer: "Que coisa mais boba estudar um cachorro quente!"
Respondo que bobo mesmo é estudar dígrafo, usos da partícula se, os afluentes da margem esquerda do Amazonas e assistir o "Show do Milhão". Um cachorro quente, um prato de comida, uma sopa: que maravilhosos objetos de estudo. Já pensaram que num cachorro quente se encontra todo um mundo? Querem que eu explique? Não explicarei. Vocês, normais, que tratem de pensar e concluir. A sabedoria das crianças e adolescentes com síndrome de Down diz: "Dignas de serem sabidas são aquelas coisas que têm a ver com a minha vida e os meus desejos!" Mas isso é sabedoria para todo mundo. Sabedoria fundamental que se encontra nas crianças e
que vai sendo progressivamente perdida à medida que crescemos.

O esforço é para devolver os portadores de síndrome de Down à vida comum de todos nós. Nós todos habitamos um mesmo mundo. É estúpido e injusto segregá-los em espaços e situações fechadas. Claro que vocês já leram a estória da Cinderela - antigamente "Gata Borralheira" . Eu acho que a "Gata Borralheira" , na vida real (todas as estórias brotam de situações reais) era uma adolescente com síndrome de Down. Por isso ficava segregada na cozinha. Mas a estória dá uma reviravolta e mostra que ela tinha uma beleza que a madrasta e irmãs não possuíam. E eu sugiro que sua beleza está nessa inteligência infantil, absolutamente honesta, absolutamente comprometida com o desejo que nós, adultos, perdemos ao nos submeter ao jogo das hipocrisias sociais. Quem olhar atentamente para uma criança ou adolescente com síndrome de Down poderá ver, no seu estado nascente, algo precioso que perdemos pela educação.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Campanha de Natal da APPT21


Todos os anos, uns meses antes da quadra natalícia, lançamos um conjunto de campanhas para angariação de donativos. Este ano, vamos promover a venda de duas serigrafias da pintora Ana Cardoso.

Conheça os pormenores desta campanha acedendo ao ao site da APPT21.

Existem condições especiais para aquisição de grandes quantidades.

ESTE ANO SEJA DIFERENTE. OFEREÇA UMA SERIGRAFIA.

sábado, 6 de novembro de 2010

Curso Básico sobre Perturbações do Desenvolvimento Infantil.

Caríssimos Pais e Interessados,

Irá decorrer nos próximos dias 26 e 27 de Novembro de 2010, um Curso Básico sobre Perturbações do Desenvolvimento Infantil.
O curso terá lugar no Auditório da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, com duração de 14 horas e onde serão abordados os principais aspectos clínicos (nosológicos e nosográficos) relacionados com as perturbações desenvolvimentais mais prevalentes.

As receitas obtidas com a realização deste Curso serão destinadas à dinamização do Projecto Efeito D http://efeitod.sapo.pt/, que é uma nova marca de peças de design. É uma marca que, além de nova, é diferente de tudo aquilo que conhecemos. Criada à luz de visões diversas de um conceito comum, inspira-se em pessoas diferentes, sendo as pessoas com Síndrome de Down um exemplo de inspiração.


Poderão consultar mais informações sobre o curso e respectivo programa através do seguinte link:

http://www.nasturtium.com.pt/detalhes_f.php?id=76

Os nossos melhores cumprimentos,

CDI PORTO - Centro de Desenvolvimento Infantil do Porto
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Tlm: 93 230 00 70 / Rua Elaine Sanceau . nº 309/313 . 4465-619 Leça do Balio

Desporto Adaptado nos Açores

A açoriana Maria João Silva, portadora de Trissomia 21, recebeu recentemente duas medalhas de ouro, no México, no primeiro Campeonato do Mundo de Síndrome de Down IAADS.

http://www.expressodasnove.pt/interiores.php?id=6101


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Breno Viola - Jovem com T21

Durante as gravações de "COLEGAS" em São Paulo Breno Viola fez algumas palestras.

Segue uma delas.

"Colegas" - bastidores

http://www.youtube.com/watch?v=U-3VnhVgfQ8&feature=related

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Primeiro dia de aulas

Chegou o primeiro dia de aula. O menino entrou na sala junto com seus coleguinhas de 4 anos.

Mas, como ele era diferente, a escola pediu que seu pai mandasse uma pessoa para intermediar a relação entre aluno e professor. Mas, não era só mais uma criança na turma de 15 alunos?! Não, era diferente, dizia a escola.
"Mas*,*existem duas crianças iguais?", indagava seu pai.

Não tendo outra opção, aceitou as regras.

Chegou o tal dia. Ao assistir seu filho animado com a nova rotina, carregando sua mochila todo orgulhoso e entrando na sala, não pôde conter a emoção.

Havia várias crianças enfrentando aquele mesmo desafio: escola nova, professor novo, material e amigos novos. Estavam todos um pouco tensos mas, ao mesmo tempo, animados com o desafio.

Seu filho sentou-se na rodinha com os novos colegas, olhando ao redor. De vez em quando, acompanhava o discurso da professora. Uma criança não quis afastar-se de sua mãe e permaneceu agarrada a ela, se recusando a fazer parte do novo grupo. Outra, apesar de estar sentada na rodinha, estava tensa e não parava de mordiscar, pedacinho a pedacinho, a ficha de papel com seu nome escrito e saborear os pedacinhos. Sempre que a professora solicitava ela ia até o lixo cuspir aquele pedaço de papel e voltava a sentar-se com os colegas. Não resistia e voltava a mordiscar. O menino que não queria separar-se de sua mãe entrou em pânico e se arrastava para entrar debaixo da cadeira onde sua mãe estava sentada, de forma a garantir que não iriam conseguir separá-lo dela. A professora foi até lá conversar um pouco para lhe passar mais segurança.

Seu filho dispersava-se com mais facilidade e nem sempre respondia à professora, encantado e surpreso que estava com este novo universo. Mas a professora não chamava sua atenção, havia uma moça encarregada de fazê-lo, já que ele era diferente.

Seu pai foi se afastando da turma vez que ele estava se adaptando bem e não estava chorando. Esperou por ele, do lado de fora do pátio, para levá-lo para casa ao final do dia.

Seu peito encheu-se de orgulho ao ver seu filho sair da escola com um largo sorriso no rosto puxando sua mochila, que se deslocava com agilidade sobre as rodinhas, e correr para abraçá-lo. O filho abriu os braços e disse "Papai!" E seu pai, cheio de emoção, o abraçou e respondeu: "Pinóquio, meu filho, vamos pra casa, amanhã tem mais escola!"

Carla Codeço, Mãe e Moderadora dos grupos
Síndrome de Down http://br.groups.yahoo.com/group/sindromededown/,
e RJDown http://br.groups.yahoo.com/group/rjdown/

sábado, 23 de outubro de 2010

Ao Gonçalo e Família

O Gonçalo partiu inesperadamente, um choque para todos nós.

Aos pais, ao Ricardo e à restante família desejamos muita força neste momento de dor. Não estão sózinhos neste vosso sofrimento.

O Gonçalo trouxe alegria, amor e esperança que fica connosco para sempre.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A APPT21 faz 20 anos

No próximo dia 1 de Outubro, no âmbito da celebração do seu 20º aniversário, a APPT21 irá realizar um encontro nas instalações do Centro de Desenvolvimento Infantil DIFERENÇAS, em Lisboa.


O programa encontra-se disponível em www.appt21.org.pt .
A entrada é livre mas é obrigatória a inscrição, dado o número limitado de lugares. Contamos com a vossa participação.

APPT21
http://www.appt21.org.pt/